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Denise Scotolo

Assim que eu descobri que estava grávida, procurei por uma equipe humanizada e encontrei a ComMadre. Desde então eu venho recebendo apoio constante de toda a equipe, desde minha obstetra, passando pelas obstetrizes e enfermeiras obstetras , doulas e a recepcionista , todas extremamente amorosas, e chegando até o grupo de pós parto, composto por mães que, assim como eu, buscam informação, acolhimento, empatia e amizade.
Passei a frequentar, desde minha 6ª semana de gestação, o Encontro para Casais, e ali tive acesso a muita informação sobre gestação, parto, amamentação e puerpério. Nesses encontros eu aprendi que eu teria todas as condições de amamentar meu bebê.
Momentos antes do parto, a Dra. Nicole (pediatra neonatologista que nos acompanhou) me orientou a colocar a Lis para mamar imediatamente após seu nascimento e que permanecesse mamando por pelo menos 1 hora. Assim foi feito. Um vínculo foi criado naquele momento mágico. Infelizmente eu sofri complicações pós-parto e fiquei internada por uma semana. Durante esse período, a Lis permaneceu na UTI. Ela tomando fórmula artificial na mamadeira e eu sem poder ordenhar para estimular a produção, mas eu nunca duvidei que poderia amamentá-la. O vínculo estava criado e o apoio da equipe da ComMadre, da Clínica Iluminar e do grupo de mães só reforçou minha decisão de amamentar minha bebê.
Recebi apoio da equipe que acompanhou meu parto, tanto em visitas domiciliares quanto na sede da ComMadre, incluindo a consultoria em amamentação. Fui ensinada como deve ser a pega correta do bebê, posições de amamentação, ordenha manual e o uso de bomba elétrica para extração do leite materno. Passei, então, a frequentar o grupo de pós parto que tem feito toda a diferença na minha vida.
A amamentação seguia complementada por fórmula artificial, mas eu não queria uma lata de leite e uma mamadeira em nossas vidas. Aprendi a fazer a translactação e a estimular a produção de leite através de ordenha e fitoterápico e quando a Lis completou 2 meses e meio, rejeitou a mamadeira. Hoje seguimos firmes com o aleitamento materno exclusivo e em livre demanda.
Eu continuo a frequentar o grupo de pós-parto. Ali me conecto com outras mulheres e nos apoiamos mutuamente. Nos incentivamos a amamentar e apoiamos a maternagem umas das outras, com respeito às decisões individuais. A força desse grupo é enorme. Estamos juntas não apenas às quartas-feiras à tarde, mas sim todos os dias no mundo virtual ou em encontros que extrapolam os limites físicos da ComMadre.
A ComMadre abriu as portas para que eu pudesse entender a gestação e o parto a partir de uma perspectiva humanizada e continua de portas abertas para que eu desenvolva minha maternagem com coragem, respeito e empatia. Sou toda gratidão!